10º Dia do Desafio - Livro mais velho que tenho e li - Os Escravos de Castro Alves

 sexta-feira, 11 de junho de 2010


Chegamos ao último dia do desafio e foi divertido participar da brincadeira. Hoje devo postar o livro mais velho que tenho ou li. Bem , escolhi o mais velho que tenho e li.
Neste caso Os Escravos  e A Cachoeira de Paulo Afonso de Castro Alves. Este livro foi do meu pai, que o comprou logo após sua publicação, em 1956 pela Editora Progresso. E desde então permanece na família. Verdade que o coitado está meio judiado, como vemos na foto. Mas só falta a capa. O restante do livro está completo. Ele é um livro muito importante para mim, por ser parte de minha infância, e também por ser o responsável por meu amor por romances. Lembro que aos 11 anos, vivia pegando o livro para ler e sonhar com seus poemas, claro que naquela idade ainda não compreendia bem os poemas. Mas assim mesmo eles me fascinavam. Adorei tanto o livro, que o meu pai  acabou, abrindo mão dele para mim, quando eu tinha uns 18 anos e, até hoje, eu o quando com carinho.
 
Meus poemas favoritos:

A orfã na sepultura:
Manuela:
O navio negreiro:
Lúcia:
Estrofes do Solitário:
Adeus, meu canto.

Vou postar apenas um trecho do Poema Lúcia, por ser muito grande.

Na formosa estação da primavera,
Quando o mato se arreia mais festivo.
E o vento campesino bebe ardente
O agreste aroma da floresta virgem,
Eu e Lúcia, corríamos - crianças -
Na veiga, no pomar, na cachoeira,
Como um casal de colibrís travessos
Nas laranjeiras, que o Natal enflora.

Ela era a cria mais formosa e meiga
Que jamais, na Fazenda, vira o dia...
Morena... esvelta... airosa, eu me lembrava
Sempre da corça arisca dos silvados
Quando lhe via os olhos negros, negros,
Como as plumas noturnas da graúna:

Depois... quem mais mimosa e mais alegre?...
Sua boca era um pássaro escarlate,
Onde cantava festival sorriso.
Os cabelos caiam-lhe anelados
Como doudos festões de parasitas...
E a graça... o modo... o coração tão meigo...
Ai! Pobre Lúcia... como tu sabias,
Festiva, encher da afogos a família,
Que te queria tanto e que te amava
Como se fosse filha e não cativa!

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